sexta-feira, 11 de junho de 2010

A Verdade Sobre a Verdade

Existe o Absoluto?

Muita coisa tem sido dita a respeito da relativização da verdade. A filosofia, frustrada com suas próprias tentativas de chegar a valores absolutos que tragam um senso de segurança para o desespero típico do homem pós-moderno, tem chegado à confortável conclusão de que tal busca pelo absoluto é precisamente a origem do desespero. Dessa forma, as leituras pessoais independentes que possibilitam a adoção de verdades particulares parecem fornecer as respostas mais plausíveis.

A tese é que nenhuma verdade é absoluta porque os indivíduos que a assimilam são extremamente diferentes uns dos outros, o que fatalmente conduzirá a interpretações diferentes. Daí o conceito de que a verdade é relativa, e dois pontos de vista diametralmente opostos acerca do mesmo assunto podem ser igualmente válidos – pois a verdade passou a ser de âmbito privado. Sob essa forma de pensar, a verdade se acomoda ao homem e não o homem à verdade. Isso parece ser mais uma tentativa do homem de se tornar um pensador independente – livre de qualquer tirania.

Os pensadores pós-modernos consideram que o conceito absoluto de verdade é tirano. Submeter-se a uma verdade absoluta é negar a liberdade do homem e até mesmo a diversidade da raça.

Não é difícil depreender o fato de que o cristianismo – que já se tornou fundamentalista, na análise de muitos intelectuais – é uma ameaça à liberdade de pensar. O cristianismo é fundamentado em conceitos absolutos e é sustentado pela fé em um Deus que, nas palavras de James Houston, é o “Absoluto Absoluto”.

A Inconsistência da Verdade Enquanto Conceito Absoluto

De fato, a verdade, como um conceito absoluto, está fadada ao fracasso. A lógica é clara. Referências diferentes e contextos diferentes geram interpretações diferentes, e limitar a verdade a um mero conceito é sujeitá-la a tais interpretações. Por outro lado, podemos dizer que a verdade se revela nos fatos, e os fatos, na maioria das vezes, são diferentes de acordo com as interpretações dos mais diversos observadores.

Um exemplo: duas pessoas podem fazer leituras diferentes de determinada cor em um objeto. O que para um é verde, para o outro pode ser azul, dependendo do conceito que este tem das cores. Ou seja, para observadores diferentes, sujeitos a impressões diferentes, temos interpretações diferentes que sugerem fatos diferentes.

A verdade, sob essa ótica, não é única. Isso acontece com qualquer análise conceitual. Inúmeras verdades podem ser geradas por inúmeros intérpretes. Sendo assim, os homens criam suas próprias verdades, pois todo conceito está sujeito a interpretações.

É por esse motivo que o Apóstolo João se refere à encarnação como um dos pilares da fé cristã. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). O Verbo (Logos), que para os gregos nada mais era do que um conceito indefinido de uma força criadora, porém impessoal, na abordagem de João, deixa de ser um mero conceito a ser interpretado e passa a assumir forma humana. Jesus – a Verdade encarnada – faz da verdade não mais um conceito a ser interpretado e alterado ao longo das décadas, mas uma pessoa. E isso muda completamente a história. Um conceito pode ser explorado, assimilado e abordado segundo diferentes interpretações, mas a única abordagem aceita, quando se trata de uma pessoa, é o relacionamento.

Cristo veio deixar claro que a verdade não é um conceito e, sim, uma pessoa. E dessa forma, a verdade se torna absoluta, pois o conceito pode ser relativizado com vistas à assimilação, mas a pessoa não. Ninguém pode mudar uma pessoa simplesmente por meio de interpretações. Mas o contato pessoal por meio de relacionamento, esse, sim, é profundamente transformador.

O grande problema ao lidarmos com a verdade é que pensamos na verdade como um conceito. E todo conceito pode ser manipulado, até mesmo no que diz respeito à fé cristã.

Quando pensamos no cristianismo como um conceito, um livro de regras de conduta, um código moral, uma filosofia de vida ou qualquer coisa do tipo, submetemo-lo – assim como qualquer conceito – ao poder das interpretações. Quando a verdade do cristianismo está sujeita a interpretações humanas, o resultado é religião. Creio ser esse um dos grandes problemas da igreja hoje. O cristianismo é vivido como uma série de conceitos friamente interpretados e a igreja, ao invés de ser aquele organismo vivo e transformador no qual a Verdade opera por meio de relacionamentos pessoais, passa a ser um órgão informativo que procura disseminar conceitos de como se pode viver melhor.

Como Chegar à Verdade?

Uma das maiores crises que os líderes cristãos sinceros passam em seus ministérios é a incoerência entre o domingo e a semana, na vida dos crentes. Como as pessoas conseguem desenvolver um estilo de vida completamente oposto ao cristianismo, se estão na igreja domingo após domingo? Por que a palavra não muda a vida e a conduta de muitas pessoas que se dizem cristãs? Creio que, enquanto a palavra não se tornar a Palavra Encarnada, que não se acomoda às interpretações, mas incomoda todo aquele que com ela se relaciona, não veremos muita mudança.

A proposta de Cristo – o caminho, a verdade e a vida (bases absolutas) – é a de que, para chegar ao conhecimento da verdade, é necessário um relacionamento pessoal com ele.

“...e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.32).

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36).

A tirania aprisionadora é, de fato, a tirania da verdade manipulada pelas interpretações humanas – a tirania da grande mentira. Cristo se coloca como o único que pode nos libertar pelo conhecimento da verdade. Nossa assimilação da verdade não se trata de uma questão cognitiva e, sim, relacional. Não é por meio da informação que compreendemos a verdade, mas é por meio do relacionamento com a Verdade encarnada que nos tornamos livres. O relacionamento nos leva à verdade incorrupta – a verdade como realmente é.

A prática da verdade é o relacionamento vivo com Cristo. Quando falamos de praticar a palavra, não podemos limitar essa prática a um simples cumprimento de regras estabelecidas, nem tampouco à prática de dicas para se viver uma vida feliz. Se a proposta do cristianismo fosse essa, seria apenas mais uma forma de auto-ajuda. A prática da verdade é o resultado de uma vida de relacionamento com Jesus. Um dos maiores erros que alguém pode cometer é o de tentar interpretar Jesus ao invés de relacionar-se com ele.

Uma das figuras que Jesus assumiu na Bíblia é a figura do Mestre. O Mestre não apenas ensina o conceito, mas transforma conceito em vida por meio do relacionamento.

Isso nos leva a uma conclusão. Se a verdade é revelada por meio do relacionamento, a comunhão é o método de ensino de Jesus. Assim, se quisermos uma igreja instruída na Verdade, precisamos deixar de apenas disseminar conceitos em púlpitos e aulas de Escola Dominical para, através de relações vivas e significativas, transformarmos esses conceitos em vida.

Creio que é a isso que o Apóstolo Paulo se refere quando escreve:

Mas, falando a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo (Ef 4.15).

O amor é a linguagem da Verdade. E a igreja é a comunidade da Verdade. Precisamos deixar de ir à igreja para começarmos a ser a igreja. Precisamos deixar de interpretar a Verdade para viver a Verdade, por meio da Verdade e para a Verdade.

Mateus Ferraz de Campos é um dos pastores da Igreja do Nazareno em Americana - SP

E-mail: prmateusferraz@cantodoceu.com.br

Visite o site:

www.cantodoceu.com.br

por Mateus Ferraz de Campos

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sai da tua terra

A nossa cultura, envolvimento familiar e estilo de vida tem se transformado numa prisão para nós e nos impedido de ver os campos brancos para a ceifa.
A mudança geográfica não é indispensável mas nos coloca em estado de atenção e dependência.



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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Jesus Não era Cristão

Muita gente pensa que sim. Todavia, a religião de Jesus não era cristianismo. Explico. Jesus não tinha pecado, nunca confessou pecados, nunca pediu perdão a Deus (ou a ninguém), não foi justificado pela fé, não nasceu de novo, não precisava de um mediador para chegar ao Pai, não tinha consciência nem convicção de pecado e nunca se arrependeu. A religião de Jesus era aquela do Éden, antes do pecado entrar. Era a religião da humanidade perfeita, inocente, pura, imaculada, da perfeita obediência (cf. Lc 23:41; Jo 8:46; At 3:14; 13:28; 2Co 5:21; Hb 4:15; 7:26; 1Pe 2:22).

Já o cristão – bem, o cristão é um pecador que foi perdoado, justificado, que nasceu de novo, que ainda experimenta a presença e a influência de sua natureza pecaminosa. Ele só pode chegar a Deus através de um mediador. Ele tem consciência de pecado, lamenta e se quebranta por eles, arrepende-se e roga o perdão de Deus. Isto é cristianismo, a religião da graça, a única religião realmente apropriada e eficaz para os filhos de Adão e Eva.

Assim, se por um lado devemos obedecer aos mandamentos de Jesus e seguir seu exemplo, há um sentido em que nossa religião é diferente da dele.
Quando as pessoas não entendem isto, podem cometer vários enganos. Por exemplo, elas podem pensar que as pessoas são cristãs simplesmente porque elas são boas, abnegadas, honestas, sinceras e cumpridoras do dever, como Jesus foi. Sem dúvida, Jesus foi tudo isto e nos ensinou a ser assim, mas não é isso que nos torna cristãos. As pessoas podem ser tudo isto sem ter consciência de pecado, arrependimento e fé no sacrifício completo e suficiente de Cristo na cruz do Calvário e em sua ressurreição – que é a condição imposta no Novo Testamento para que sejamos de fato cristãos.

Este foi, num certo sentido, o erro dos liberais. Ao removerem o sobrenatural da Bíblia, reduziram o Jesus da história a um mestre judeu, ou um reformador do judaísmo, ou um profeta itinerante, ou ainda um exorcista ambulante ou um contador de parábolas e ditos obscuros que nunca realmente morreu pelos pecados de ninguém (os liberais ainda não chegaram a uma conclusão sobre quem de fato foi o Jesus da história, mas continuam pesquisando...). Para os liberais, todas estas doutrinas sobre o sacrifício de Cristo, sua morte e ressurreição, o novo nascimento, justificação pela fé, adoção, fé e arrependimento, foram uma invenção do Cristianismo gentílico. Eles culpam especialmente a Paulo por ter inventando coisas que Jesus jamais havia dito ou ensinado, especialmente a doutrina da justificação pela fé.

Como resultado, os liberais conceberam o Cristianismo como uma religião de regras morais, sendo a mais importante aquela do amor ao próximo. Ser cristão era imitar Cristo, era amar ao próximo e fazer o bem. E sendo assim, perceberam que não há diferença essencial entre o Cristianismo e as demais religiões, já que todas ensinam que devemos amar o próximo e fazer o bem. Falaram do Cristo oculto em todas as religiões e dos cristãos anônimos, aqueles que são cristãos por imitarem a Cristo sem nunca terem ouvido falar dele.

Se ser cristão é imitar a Cristo, vamos terminar logicamente no ecumenismo com todas as religiões. Vamos ter que aceitar que Gandhi era cristão por ter lutado toda sua vida em prol dos interesses de seu povo. A mesma coisa o Dalai Lama e o chefe do Resbolah.

Não existe dúvida que imitar Jesus faz parte da vida cristã. Há diversas passagens bíblicas que nos exortam a fazer isto. No Novo Testamento encontramos por várias vezes o Senhor como exemplo a ser imitado. Todavia, é bom prestar atenção naquilo em que o Senhor Jesus deve ser imitado: em procurarmos agradar aos outros e não a nós mesmos (1Co 10:33 – 11:1), na perseverança em meio ao sofrimento (1Ts 1:6), no acolher-nos uns aos outros (Rm 15:7), no andarmos em amor (Ef 5:23), no esvaziarmos a nós mesmos e nos submeter à vontade de Deus (Fp 2:5) e no sofrermos injustamente sem queixas e murmurações (1Pe 2:21). Outras passagens poderiam ser citadas.

Todas elas, contudo, colocam o Senhor como modelo para o cristão no seu agir, no seu pensar, para quem já era cristão.
Não me entendam mal. O que eu estou tentando dizer é que para que alguém seja cristão é necessário que ele se arrependa genuinamente de seus pecados e receba Jesus Cristo pela fé, como seu único Senhor e Salvador. Como resultado, esta pessoa passará a imitar a Cristo no amor, na renúncia, na humildade, na perseverança, no sofrimento. A imitação vem depois, não antes. A porta de entrada do Reino não é ser como Cristo, mas converter-se a Ele.

Extraído de O Tempora, o Mores

Atitudes premeditadas

A maioria das relações funciona dentro de um processo de antecipação de ações, resultado de uma espécie de jogo de adivinhação que cada um de nós pratica em relação ao outro. Não há, por evidente, nada de errado quando estas atitudes são fruto da experiência de vida. Afinal, é para isso que serve o aprendizado. Se sei que eventos específicos, antes vividos em circunstâncias parecidas, tem um desfecho prejudicial para mim, antecipo-me e ajo de modo a contornar a situação ou tomo medidas que garantam, ainda que de forma mínima, um final menos danoso.

Do mesmo modo, nas relações pessoais, é prudente e necessário no trato com algumas pessoas - quando se sabe que aquele indivíduo – não de forma determinista, pois as pessoas podem mudar – costuma agir de forma conhecida –, evitar um tipo de contato como forma de proteção ou mantê-lo num nível asséptico.

Até aqui, o que vale para estas manobras é a experiência de vida, o conhecimento. Entretanto, estas mesmas ações evitativas podem ser resultantes de um ativo sistema de defesa, montado com tranqueiras de experiências dolorosas no passado, especialmente quando se trata de decepções em relações pessoais. As novas ou antigas relações são determinadas, neste caso, pela permanente desconfiança. O intuito de quem age assim é uma proteção emocional, é o medo de ser machucado. A cada nova vivência relacional, é acionado um sistema de alarme que se baseia, a esta altura, em aparência. Dezenas de pequenos julgamentos que vão do modo de falar a um inofensivo tique que o novo conhecido apresente.

Cada um destes itens são “provas” irrefutáveis de que aquela pessoa não deve ser lá de muita confiança, portanto, é preciso estar sempre alerta para que a cada suposição perpetrada na mente do desconfiado, uma atidude protetora seja realizada.

E como isso acontece? Primeiro, onde acontece. Em todas as relações, quer se tenha intimidade ou não. O dano, entretanto, sempre é maior entre aqueles que se conhecem. Entre estes há uma tendência a se antecipar a ação e contra atacar com atitudes que são no fundo, pequenas vinganças, provocações disfarçadas. Não deixa de ser arrogância imaginar que se sabe até mesmo o pensamento e intenções íntimas de alguém que se julga conhecer.

Aí estão os ditos e não ditos, as agressões “sem querer”, os equívocos “não deliberados”, as mesquinharias “protetoras” – todos golpes abaixo da cintura, para os quais sempre haverá uma desculpa bem intencionada. Quem erra ou sente culpa, tende mais a usar estes expedientes. Quem nunca ouviu, falou ou praticou: eu não disse ou fiz isto, mas já que a carapuça assentou... A intenção era esta mesmo, o outro mordeu a isca e antecipou-se, poupando trabalho da exposição daquele que perpetrou o ato ou a fala.

Agora, como isso acontece. Antes que seja cobrado, a pessoa mente. Antes que exponham a vergonha, ataca lembrando coisas do arco da velha e que normalmente, bem ou mal, foram equacionadas. Antes de pedir desculpa, relembra a última maldade do outro ou um bem que foi feito em seu favor. Antes que a pessoa fale de sua mágoa, atalha com um rosário de necessidades que não foram satisfeitas. No fundo, é a velha e sambada técnica de atacar em vez de se defender, mas, ironicamente é só um tipo de defesa. Pode funcionar na guerra, não nas relações.

Sobre as relações pessoais não é assim. A intimidade aqui é um elemento de desarme – quase sempre – de modo que quando se aprende a agir com este escudo antecipatório as ligas que uniam esta comunhão: afeto, respeito, cuidado, amizade, diálogo, já foram para o espaço há muito tempo ou estão danificadas em estado quase terminal.

Extraído de Eudes Alencar

O Perigo da Complacência Cristã

J. C. Ryle

Os tempos exigem visões precisas e claras da doutrina cristã. Não posso negar a minha convicção de que a igreja nominal é tão prejudicada pela frouxidão e falta de clareza internamente, como pelos céticos e incrédulos externamente. Milhares de cristãos hoje parecem totalmente incapazes de distinguir coisas diferentes. Assim como os daltônicos com relação às cores, eles não conseguem diferençar o que é verdadeiro ou falso, o que convém ou não. Se o pregador for esperto, eloqüente e fervoroso, acham-no perfeito, por mais estranhos e heterodoxos que sejam os seus sermões. São aparentemente desprovidos de bom-senso espiritual e não conseguem identificar o erro. A única coisa categórica sobre eles é que desprezam a precisão [doutrinária] e acham que todas as visões extremas, radicais e taxativas são grandemente censuráveis e muito erradas!

Essas pessoas vivem no meio de uma neblina ou nevoeiro. Não veem as coisas com clareza nem sabem no que creem. Não têm nenhuma convicção sobre as grandes questões do evangelho e parecem estar satisfeitas com serem membros honorários de toda e qualquer linha de pensamento. Ainda que a vida delas estivesse em jogo, não poderiam lhe dizer o que consideram como verdade sobre justificação, regeneração, santificação, Ceia do Senhor, batismo, fé ou conversão, inspiração, ou o estado futuro. São consumidas pelo medo doentio da controvérsia e pelo desprezo ignorante ao espírito partidário; nada obstante não conseguem definir de fato o que querem dizer com tais expressões. E assim, vivendo sem clareza e por demais obscurecidos, deixam-se descer à sepultura sem consolo na própria fé e, temo eu, muitas vezes sem esperança.
Não é difícil achar a explicação para essa condição espiritual que não tem ossos, nervos, conteúdo. Para começar, com relação à fé, o coração do homem está naturalmente nas trevas — sem o mínimo senso intuitivo da verdade — e carece verdadeiramente de instrução e iluminação. Além disso, o coração natural da maioria dos homens odeia a diligência religiosa e despreza sinceramente a inquirição paciente e esforçada. Acima de tudo, o coração natural gosta geralmente de ser louvado pelos outros, esquiva-se da controvérsia e adora ser considerado caridoso e liberal. O resultado geral é que uma espécie de amplo “agnosticismo” religioso se ajusta a grande número de pessoas, especialmente às mais jovens. Elas contentam-se em descartar como lixo toda questão controversa e quando acusadas de indecisão, respondem: “Não tenho a pretensão de entender de controvérsias. Recuso-me a examinar questões polêmicas. Acho que, no fim das contas, é tudo a mesma coisa”. Quem não sabe que pessoas assim infestam e enxameiam todos os lugares?

Assim, rogo a todos que se protejam desse estado mental indeciso relativo à fé. Ele é a peste que se propaga nas trevas e a destruição que assola ao meio-dia; é uma disposição espiritual preguiçosa e indolente que, obviamente, livra o homem do trabalho de pensar e de investigar, para o qual, entretanto, não há fundamento na Bíblia. Por amor à sua alma, ouse decidir-se sobre o que crê e atreva-se a tomar posições bem-definidas e claras sobre a verdade e o erro. Nunca, nunca mesmo, tenha medo de defender opiniões doutrinárias nítidas nem deixe que o medo a homens ou o terror mórbido de ser considerado um espírito partidário, bitolado ou afeito à controvérsia lhe torne acomodado e satisfeito com um cristianismo desprovido de sangue, de ossos, de cor, de calor, não dogmático.

Tome nota do que eu digo. Se quiser fazer o bem nos dias de hoje, ponha realmente a indecisão de lado e assuma uma fé doutrinariamente clara e incisiva. Se você acreditar pouco, aqueles a quem você procura fazer o bem não acreditarão nada. As vitórias do cristianismo foram sempre alcançadas pela teologia doutrinariamente clara; por se falar abertamente aos homens da morte vicária e do sacrifício de Cristo, constrangendo-os a crerem no Salvador crucificado; por se pregar a ruída do pecado, a redenção por Cristo, a regeneração pelo Espírito; por se levantar a serpente de bronze; por se advertir para que olhem e vivam — para que creiam, se arrependam e sejam convertidos. Esse, exatamente esse, é o único ensinamento que Deus tem honrado com o sucesso ao longo dos séculos e ainda hoje está honrando, tanto em casa como no estrangeiro.

É a doutrina — a doutrina, a doutrina clara e vibrante que, semelhante às trombetas em Jericó, derruba a oposição do diabo e do pecado. Não importa o que alguns gostem de dizer nestes dias, apeguemo-nos a visões doutrinais claras e faremos bem a nós mesmos, aos outros e à causa de Cristo no mundo.

* John Charles Ryle (10/5/1816 ~ 10/6/1900) nasceu em Macclesfield e estudou em Eton e Christ Church, Oxford; foi o primeiro Bispo anglicano de Liverpool.

Tradução: Marcos Vasconcelos

Fonte: Monergismo  via Antena Cristã
Imagem: Internet

quarta-feira, 2 de junho de 2010

10 Mês Missinário – Alvo:´Índia

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Tom e Suscham, um casal de missionários indianos, mantém oito casas-lares abrigando meninas abandonadas

na Índia, o país que mais mata cristãos no mundo.

Tom, Suscham e os obreiros gerados e treinados por eles, pregam um evangelho integral, fornecendo a Palavra de Deus, abrigo e tudo mais para a vida. Pela natureza dessa obra eles necessitam de toda sorte de recursos.

Neste 10° Mês Missionário, a Igreja Peniel do Bairro Amazonas, em Contagem, oferece ao povo a oportunidade de ofertar, orar e participar também das atividades festivas para angariar fundos para esta tão importante e necessitada obra Peniel da Índia.

Neste Mês teremos cultos focados em temas missionários, teatro, musical

O culto abertura das atividades deste Mês Missionário será dia 06 de Junho, às 19:30 hs.

Nos dias 19 e 20 de junho acontecerá a Festa das Nações com barracas e comidas típicas em benefício da Missão Peniel Índia.

Dia de 11 julho haverá o culto de Encerramento onde cada um terá a oportunidade de fazer sua oferta de fé e amor ao Reino de Deus e ao próximo.

Seja bem-vindo e participe. Podemos ofertar com liberdade e generosidade pois Deus nos tem dado em abundância

Igreja Batista Peniel

Rua Maria da Glória, 505

Bairro Amazonas – Contagem-MG

penielamazonas@yahoo.com.br