quarta-feira, 28 de abril de 2010

E se o cristianismo fosse ilegal?

"Lembro-me de ter visto um adesivo que dizia: 'se o cristianismo fosse ilegal, haveria evidência suficiente para condená-lo?'. Naquela noite eu tive um sonho verdadeiro, e fui convocado à presença de um juiz.

A acusação tinha um caso contra mim. Eles iniciaram oferecendo ao juiz dúzias de fotos onde eu comparecia à igreja, falava em eventos religiosos, participava de orações e louvor. Após, ofertaram  como evidência livros religiosos que eu lera, seguidos por CDs religiosos e botons. Aceleraram o passo e revelaram a corte alguns poemas, textos e anotações de diário que eu escrevera sobre fé. Então, para terminar, a acusação torceu a faca que brilhantemente estavam usando na ferida, oferecendo minha bíblia ao juiz.  Um livro bem encapado, rabiscado, anotado, cheio de desenhos e todo sublinhado - evidência, se fosse necessário, que eu havia lido e relido este livro sagrado.

Durante a apresentação, eu fiquei sentado, tremendo, com medo, impregnado de suor. Sabia, do fundo do coração, que com aquelas evidências contra mim, prisão, ou mesmo a morte, era uma forte possibilidade. Em muitos momentos, eu estivera, por um fio, a levantar e negar Cristo. Mas enquanto esta ideia me assombrava, resisti a tentação e mantive centrado.

Após a acusação ter encerrado seu caso, o juiz inquiriu-me se havia algo que desejava acrescentar, mas permaneci em silêncio e resoluto, aterrorizado que, caso abrisse minha boca, seria suficientemente fraco para negar as acusações contra mim. Sou, então, levado enquanto o juiz analisa meu caso.

Após cerca de uma hora, sou novamente convocado de volta a sua presença para ouvir o veredito e a minha sentença. O juiz entrou na sala, ficou defronte mim, olhou profundamente nos meus olhos e declarou: 'das acusações apresentadas eu o declaro inocente'.

'Inocente'. Meu coração para. Então, numa fração de segundo, meu medo e terror são transformados em confusão e raiva. Apesar de mim mesmo, permaneci à frente do juiz e exigi que explicasse porque era inocente das acusações com todas as evidências apresentadas.

'Que evidências?', ele perguntou chochado.

Comecei apontando os vários poemas e as anotações no diário, mas ele simplesmente disse que elas mostravam que eu tinha jeito com as palavras.

Então, falei dos encontros onde discursara, nos cultos que participara e nas conferências que assistira.

Mas novamente ele sorriu simplesmente e disse-me que eram evidências de ser um orador público e com tendências a ator, representando ser o que não era - nada mais. E acrescentou que aquelas bobagens jamais poderiam me condenar.

O sonho termina com ele olhando-me nos olhos, como se informasse de um grande segredo, a muito esquecido: 'a corte é indiferente as suas leituras bíblicas e idas à igreja; não há preocupações em adorar com a boca e com a caneta. Permaneça desenvolvendo sua teologia e pintando telas de amor. Não temos interesses em artistas igrejeiros que usam seu tempo criando imagens de um mundo melhor. Nós existimos para aqueles que desistem da própria vida de modo semelhante ao de Cristo para criar um mundo como aquele.' "

traduzido de How (not) to speak of God, de Peter Rollins, pag 124-5

Extraído de CRER É PENSAR

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Igreja do Deus Vivo

por Charles Spurgeon

Igrejas que conheçam a verdade, bem instruídas nas coisas de Deus

Queremos também igrejas que conheçam a verdade e sejam bem instruídas nas coisas de Deus. O que é que algumas pessoas cristãs conhecem? Elas vêm e ouvem, e, na plenitude de sua sabedoria, você os instrui, mas quão pouco recebem para armazenar para a edificação! Irmãos, em parte a falta é nossa, e em parte deles mesmos. Se ensinássemos melhor, eles aprenderiam melhor. Veja quão pouco muitos professores sabem, não o suficiente para lhes dar discernimento entre verdade viva e erro mortal. Os crentes de antigamente podiam lhe dizer o capítulo e versículo para o que eles criam, mas restam poucos desses! Nossos veneráveis avós estavam à vontade, sentiam-se confortáveis quando conversavam sobre "as alianças". Amo homens que amam a aliança da graça, e baseiam nela sua teologia: a doutrina das alianças é a chave da teologia. Aqueles que temiam ao Senhor falavam muito um com o outro.

Costumavam falar da vida eterna e de tudo que vem dela. Eles tinham um bom argumento para essa crença e uma excelente razão para aquela outra doutrina; tentar abalá-los não era de modo algum tarefa que trouxesse esperança de sucesso: era tão passível de esperança como sacudir os pilares do universo, porque eles eram firmes e não podiam ser levados levianamente por todo vento de doutrina. Sabiam o que conheciam, sabiam seguramente aquilo que tinham aprendido. O que vai acontecer com nosso país, com a atual chuva forte de romanismo despejando-se sobre nós por meio do partido ritualista, a não ser que nossas igrejas tenham abundância de crentes firmes que possam discernir entre a regeneração do Espírito Santo e seu substituto cerimonial? O que acontecerá com nossas igrejas nesses dias de ceticismo quando se aponta toda verdade fixada com o dedo da dúvida, a não ser que nosso povo tenha as verdades do evangelho escritas em seus corações? Ah, por uma igreja de crentes absolutos, impenetráveis à dúvida que destrói a alma, que se derrama abundantemente sobre nós!

Extraído de Projeto spurgeon

sexta-feira, 16 de abril de 2010

É pecado julgar? - O senso crítico e a Fé

Existe um discurso politicamente correto que flui honrosamente da boca daqueles que geralmente odeiam a confrontação: "Vou à igreja, assisto o 'meu' culto, volto pra casa e não falo mal da vida de ninguém. Acho que se cada um cuidasse de sua própria vida e deixasse esse negócio de criticar o que é dito na igreja, nós teríamos uma igreja bem melhor." Gente assim, dificilmente tem um senso crítico a respeito de sua fé. Não sabe porque crê. Não sabe no que crê. Contenta-se com uma fé cega, surda e muda. Afinal, dizem os tais, ai daquele que tocar nos ungidos do Senhor. Esquecem-se porém, que, diferente do Antigo Testamento, todos fomos ungidos na Nova Aliança: "Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês têm conhecimento (...). Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês (...)" I Jo. 2.20,27
Estamos testemunhando um tempo histórico, onde os crentes seguem à risca tudo aquilo que lhes é dito a partir de um púlpito, sem titubear (claro, desde que isso não conflite com todas as bênçãos que Ele tem guardado em sua cartola mágica). Não sei o que é pior, vender aos crentes a bênção em forma de amuletos dos mais esdrúxulos comprá-la! Será que ainda existem crentes que não entenderam que o que Jesus condenou foi o julgamento hipócrita, e não o julgar em si (Mt. 7.1-6)? Será que nunca estaremos prontos para tirar o cisco do olho de nosso irmão? Será que Jesus não foi o suficientemente claro ao dizer que depois de tirarmos a viga de nossos olhos estaríamos aptos para exercer o julgamento? Ouso propor uma resposta:

"O descaso do povo para com a Palavra continuará sustentando muitas mentiras, heresias e agressões à alma."

Ah... que falta fazem os bereanos! O livro de Atos não poupa elogios quando diz que eles "eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo." (At. 17.11). Jesus disse: "Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos!" (Jo. 7.24). Disse também: "Por que vocês não julgam por si mesmos o que é justo?" (Lc. 12.57). O Apóstolo Paulo também não deixou margem para dúvidas quando disse: "Estou falando a pessoas sensatas; julguem vocês mesmos o que estou dizendo." (I Co. 10.15).
Há ainda aqueles mais pacificadores que, mansamente, nos lembram: "...ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom!" (I Te. 5.21). O problema nesse caso é, como diria meu professor Franco Júnior : "O que é bom?". Afinal, como já disse aqui, o ruim não é receber e-mails criticando meus posicionamentos, o ruim é receber respostas baseadas na achologia. E convenhamos: esse é o parâmetro utilizado pela maioria dos crentes hoje em dia. Não! Mil vezes não! A Bíblia é o nosso referencial.
E mais: não me importa quantos milhões de CDs vendeu o camarada que inventou a fábula de um Zaqueu que consegue chamar a atenção de Jesus - a Bíblia não diz isso. Não me importa o brilho reluzente do troféu da moça que quer te colocar no palco e humilhar os seus irmãos, a Bíblia não diz que será assim. Também pouco me importa se hoje é 9/9/2009 ou 10/10/2010, a sua bênção não custa R$ 900,00, nem custará R$ 10.000,00 no ano que vem, a Bíblia não respalda isso. Por fim, não me importa quem "profetizou", nenhuma arca vai proteger a minha casa, mesmo com anjinho e tudo.

A Bíblia diz que "...se não é o Senhor que vigia a cidade, será inútil a sentinela montar guarda." (Sl. 127.1)
Que Deus levante mais bereanos. Gente que duvida, que critica, que denuncia. Gente que pinta a cara, mas não é palhaço! Homens e mulheres que não tenham medo da verdade, custe o que custar. Só assim a igreja evangélica brasileira voltará ao caminho da verdade, afinal, para esse, não há atalhos. Deus nos guarde dos lobos!

L. Rogério L. Rogério
Autor do livro “Adoração para Anônimos” (Editora Reflexão), L. Rogério tem ministrado nas áreas de adoração, apologética, liderança, família, entre outras. Seu ministério consiste em encorajar a igreja a um relacionamento íntimo e autêntico com Deus. Casado com Dany Miranda, que faz parte ativamente de seu ministério, já ministrou em diversas igrejas no Brasil e nos Estados Unidos. É fundador do projeto “Escola de Adoração” em SP que reúne todos os anos diversos músicos, cantores e palestrantes comprometidos com o Reino.

Extraído de PENSAR E ORAR

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Festival Esperança

Está definido o Mega Space como o local para a realização do Festival de Esperança de Belo Horizonte, de 26 a 29 de maio próximo. O Mega Space fica no município de Santa Luzia, uma ampla localização que pode comportar até 300 mil pessoas de uma só vez. O Festival de Esperança é uma programação evangelística de grande impacto, em parceria das igrejas evangélicas da capital e Grande-BH e Associação Evangelística Billy Graham (AEBG). Serão três noites de pregação do Evangelho, quando o evangelista Franklin Graham falará diretamente ao público. A primeira, no dia 26, será um culto de dedicação do local com a participação de todas as igrejas. A manhã do dia 29, sábado, está reservada para as crianças, o FestKids.

Ana Paula Valadão e Michael W. Smith
Expectativa e ânimo cercam a realização do Festival de Esperança de Belo Horizonte, a se realizar de 26 a 29 do próximo mês, no Mega Space. Além da pregação da mensagem da salvação no Senhor Jesus Cristo, nomes consagrados do louvor estarão presentes, como Ana Paula Valadão, Michael W. Smith, Toque no Altar, David Quilan e outros neste grande impacto evangelístico! A Entrada é franca! Não perca este evento sem paralelo no meio evangélico, que vem sendo realizado ao redor do mundo para a grande Colheita do Senhor. As igrejas evangélicas da Grande –BH e a Associação Evangelística Billy Graham estão coordenando os últimos detalhes para o Festival. A bênção é para VOCÊ e sua Família! A parte da manhã do dia 29, sábado, está reservada para uma grande festa dedicada às crianças, o FestKids.

Maiores informações, visite: http://festivaldeesperanca.com

Minha confissão negativa

Temos presenciado o alvorecer de uma nova casta de “crentes” que tem como principal característica algo ímpar na história da Igreja: Eles merecem!

Negativo

Negativo!

Sim! Eles são merecedores das bençãos de “deus”, são dignos de recolherem em seus celeiros todas as dádivas que transbordam pelas janelas do céu, estão sempre aguardando o “melhor de deus”…
Adquiriram tais direitos através de longas orações, da entrega de dízimos e ofertas, de sacrifícios, semeaduras, atos proféticos, campanhas, da unção de óleos, por meio de vestimentas, cabelos, barbas, unhas, etc…

Sendo assim, coitado de mim!
Que em meio a tantos testemunhos de “ex-isto”, “ex-aquilo”, dos “ungidos” blindados, irrepreensíveis, perfeitamente puros e super-santos, diante de todos vocês, farei aquilo que Nélson Rodrigues afirmava que a nenhum homem era possível fazer! Admitir: “Senhoras e senhores, eu sou um canalha!”

É isto… Para o espanto e confusão daqueles que professam a confissão positiva, venho fazer a minha confissão negativa!

Na condição de humano, falho e desesperadamente dependente da graça de Deus, posso afirmar que:

  • Não fui construído com aço ou concreto, sou de carne e osso, passível a adoecer e morrer.
  • Não é obrigação de Deus me conceder bençãos materiais, independente da minha dedicação e de minhas ofertas e/ou contribuições.
  • Não posso tratar Deus como um “velho velhaco”, lembrando-O a toda hora de Suas promessas como quem cobra uma dívida (“Olha Deus, tuas promessas nunca falharão”,“Tu não é homem para que minta…”, etc…).
  • Não tenho direito de exigir nada de Deus.
  • Não mereço que Deus ponha Seus olhos sobre mim.
  • Não sou digno de ser amado por Deus.

Minha natureza é má! Mas o Senhor é bom! O sangue de Jesus me lavou e a presença de Seu Santo Espirito me dignificou!

Não há nada, absolutamente nada, neste século ou nos que hão de vir, que possa nos distanciar do amor incondicional de Deus, que está em Jesus Cristo! (Rm 8:35)

“..glória, pois, a Ele eternamente. Amém.” (Rm 11:36b)

PS: O melhor de Deus não estar por vir… Ele já veio! E atende por nome próprio: Jesus Cristo!

nEle

Extraído de POR ELE

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Descoberto método infalível contra gravidez!

Pílula? DIU? Camisinha? Tabelinha? Coito interrompido? Nada disso! Todos esses métodos podem falhar. Mas existe um método que sem dúvida nenhuma é infalível contra a gravidez, chama-se abstinência.

Veja o relato de uma estudante sobre a descoberta da abstinência: “Na escola tive várias amigas que transavam e viviam preocupadas com doenças sexuais, gravidez, traição dos namorados... Eu não quero ter que lidar com esses problemas. A abstinência me dá liberdade para lutar pelos meus objetivos sem preocupações desnecessárias, estresse e arrependimento. Foi a melhor escolha da minha vida”, diz Nanette Gonzalez, de 25 anos.

A intenção desse post não é ditar regras para que você consiga se manter casto, mas apenas te dar dicas para você aprender a dizer não ao sexo antes do casamento!

  • Evita assistir programas e filmes picantes com apelos eróticos.
  • Mantenha um diálogo aberto com o(a) namorado(a) sobre seus sentimentos acerca do momento certo para o sexo.
  • Estabeleça limites no início do namoro.
  • Controle as carícias, controlando o teu próprio corpo.
  • Evite ficar sozinho(a) com a(o) namorada(o) por muito tempo.
  • Gaste tempo meditando nas coisas de Deus para ser “transformado pela renovação da mente” (Rm 12:2).
  • Pense nos benefícios que você tem ao deixar o sexo para a hora certa.
  • Não te julgues forte e capaz para vencer sozinho as tentações sexuais.
  • Dependa de Deus, pois Ele é quem conhece seu “funcionamento”.
  • Insista em seguir os planos de Deus. A oração traz transformação.
  • Faça um compromisso contigo mesmo e com Deus. Ele não falha.

Deus compreende como é difícil para os solteiros se manterem “intactos” até o casamento. Ele sabe que, às vezes, os impulsos falam bem mais alto, e está disposto a ajudar. Vale a pena confiar nEle. É bom recordar, que o namoro é um período de conhecimento sadio entre duas pessoas que se amam e procuram conhecer a vontade de Deus para o seu matrimônio.

E no mais… tudo na mais santa paz!

Extraído do Blog do Pr Márcio de Souza

Pastores são homens

Danilo Fernandes

Ao ouvir esta declaração corajosa do Rev. Caio Fábio sobre o episódio de “sua queda”, não tive como não olhar para o espelho e perceber em mim mesmo o erro tantas vezes cometido de descontextualizar a humanidade dos pastores com quem já convivi ou convivo hoje, seja de forma consciente ou inconsciente.
Esta declaração é um alerta para os perigos das desHUMANIZAÇÃO dos servos de Deus e a nossa tendência para nos gloriarmos em homens (1Co 3:21).
Se por um lado é importante e desejável ter no pastor um modelo humano do esforço de exercer o cristianismo de forma integral, por outro, é de uma covardia absurda exigir destes servos algo que a natureza comum e pecadora de todos nós homens nos nega por definição.
Contudo, agimos assim.
De uma forma ou de outra é minha responsabilidade, ainda que não intencional, se me permito seguir buscando modelos mais palatáveis de SER SANTO, diante da minha enorme culpa por não conseguir seguir o exemplo da Cruz, por mais que meu coração deseje, minha alma clame e o meu viver se volte para tal.
Caio e caio todos os dias de minha vida, me levanto na certeza do viver sobre a Graça, mas em algum lugar o tentador me faz sentir indigno da Cruz.
Não me glorio na minha eleição. Percebo esta astúcia maligna sobre a vida de todos nós e não me deixo abater por isto, mas não nego a reincidência do erro. E pior: Estou certo de que uma das razões para a manutenção deste meu convívio sofrido com a culpa deriva do fato de, em muitas ocasiões, esta mesma culpa ser benção na minha vida, pois me faz olhar para a Cruz, quando eu insistia em olhar para mim.
Miserável eu sou com a minha culpa. Tanto mais tamanho pecador. Contudo, é justo da minha parte buscar alivio para esta culpa jogando este meu fardo nas costas de meu pastor? Ou não deveria eu jogar aos pés de QUEM realmente pode suportá-lo? (Mt 11:28-30)
Todos os dias somos surpreendidos por escândalos e mais escândalos envolvendo lideres. Crimes financeiros, falsas doutrinas, corrupção e estelionato religioso. Isto sem falar dos “crimes” comportamentais que parecem causar ainda mais embaraço entre a membresia.
Nestes momentos, somos levados a extrema decepção e alguns se desviam da igreja. Um erro causado por outro erro, do qual nós mesmos somos os maiores culpados.
E que fique claro que não falo do erro (escândalo financeiro, ético, etc.) per se, mas do NOSSO erro pessoal de: idolatrar; desHUMANIZAR; colocar em maior conta; os nossos amados líderes, esperando deles, como disse Caio Fábio, uma projeção de nosso ideal de ética, moral, fé, etc.
A responsabilidade de um pastor é imensa e este peso extra colocado pelas ovelhas é um fardo de injustiça!
Devemos lembrar que, no fim das contas, os nossos discipuladores são pecadores como nós. Estão em posição de nós ajudar e pastorear, mas são homens e falhos e, pior, são cobrados e testados em dobro.
Se isto não é nem de longe uma carta branca para que não se toque no ungido, coisa que poucos ainda acreditam, também não nos autoriza a dobrar a carga já pesada destes servos.
Um servo de Deus, que leva á sério o seu ministério e se faz presente na vida de suas ovelhas e de suas lutas e não se rende a estes modismos que fazem encher as igrejas está abraçando uma tarefa imensa, que somente a Graça e a eleição do Senhor podem justificar (e tornar possível).
Nestes meus 14 anos de Evangelho acompanhei a vida de muitos pastores, pastoras, missionários e missionárias que se levantam todos os dias para ser benção na vida de centenas, trabalham (as vezes pagam para trabalhar!) o dia todo, pau para toda obra, e quando chegam em casa e tiram os sapatos, toca-lhes o telefone por conta de um chamado para atender a um irmão doente, um enterro, um desesperado, uma abandonada, etc. Quantas vezes estes chamados urgentes não acontecem quando a presença do pastor era requerida pelos de sua própria casa necessitando de apoio, carinho, presença...
Há muito amor chegando aos líderes, mas há muita fofoca também. Muita maledicência, mesquinharia e, posso dizer, pois não sou pastor: Muitos líderes são sugados (sinto dizer isto, mas tem ovelha que é vampiro mesmo) até o tutano.
Neste processo, cansei de ver servos verdadeiros enfrentando problemas com seus filhos, esposas, parentes, reflexo da extrema cobrança, fofoca, inveja (sabe lá Deus do que, mas tem!) e disputas políticas.
Eu vi famílias desfeitas, filhos que se tornaram ateus e toda a sorte de problemas e, confesso a vocês de todo o coração: Nunca conheci pessoalmente um caso onde o pastor pudesse ser responsabilizado inteiramente por isto, a menos que lhe fosse cobrada coerência a esta capa de super-homem que suas ovelhas lhes imputaram.
Ainda não conheci um único líder que tenha se dado tal envergadura de super-herói, que na verdade não fosse um farsante destes que batemos tanto por aqui. Entrementes, conheci muitos que receberam esta capa de super-homem (ou mulher maravilha), sem pedir e sem desejar, mas a receberam de gente que nunca conseguiu SER e VIVER CRISTIANISMO na essência (no Pai e no Outro) e se projetam no HOMEM, que ainda se muito virtuoso é HOMEM e só.
Não é fácil se livrar desta armadilha. O servo (a) deve, a todo momento, se policiar. Se deixa correr solto, o “manto do sagrado” vira esconderijo até mesmo para a sua família.
Um amigo pastor me disse: Danilo, eu só vivo bem e seguro em minha casa e com minha família, porque dou conta da minha vida a algumas pessoas que me servem de conselheiros em Cristo. Sem isto, caímos todos.
Pastores levam muito “trabalho para casa” e quando o fazem, levam também o “pastor” e o “espiritual” e deixam o “homem”, o “pai” e o “marido” na porta. Eu já ouvi algumas vezes declarações deste tipo: “quantas vezes me vi sendo pastor de minha mulher, presbítero de meus filhos, quando tudo o que eles queriam era o homem e o pai deles.”
Meus irmãos: Ser pastor não é fácil não. Eu não sou pastor, mas sou amigo de uma dezena ou mais. O que eu vejo é exercício constante de humildade no vigiar das atitudes e escolhas. É muito fácil ser dominado pelo orgulho e a soberba destrutiva após um belo sermão. É muito fácil se sentir acima da crítica e das tentações.
A Igreja brasileira enfrenta muitos problemas. Mas é impossível viver sem ela. A congregação deve assumir a sua parcela de responsabilidade. Devemos ser bereianos e vigilantes, como fazemos por aqui (blogosfera), mas também devemos assumir a nossa parcela de responsabilidade na vida de nosso líderes.
Devemos orar pelos nossos pastores, motivá-los, ajudá-los, nos fazer presentes no bom e no ruim. Propondo servir, ao invés de sempre querer ser servido. E aos mais velhos da igreja, que assumam o seu papel de apoiar e ouvir o pastor em suas angústias. O pastor é gente também!
Vamos olhar para CRISTO e para a CRUZ, sempre. E diante dos erros, que todos nós cometemos, devemos ter apenas a Cruz no foco, lembrando que aquele a quem o Senhor confiou a tarefa de nós pastorear é HOMEM.

Este testemunho é apenas um, entre milhares. Apenas ilustra a matéria pela grande relevância do autor. O artigo é dedicado a todos os meus amigos pastores (as), missionários (as) e servos (as) em geral que nos prestigiam aqui no Genizah

Extraído de Genizah