segunda-feira, 12 de abril de 2010

Outra mentalidade

Antigamente, as pessoas no mundo cristão sabiam que as questões mais importantes que alguém encontra eram aquelas acerca da eternidade. Elas sabiam que Deus o Criador é puro e santo, que nós estamos em suas mãos, e que um dia nós prestamos contas à Ele. Elas sabiam que nenhum de nós é naturalmente pronto para fazer isso e que a busca pela salvação - não salvação da dor, da miséria, pobreza e exploração, mas da culpa e do poder de nossos pecados - é a maior prioridade da vida.

Naqueles dias, o estudo da redenção era a preocupação de todos, e o plano de Deus para a salvação era uma matéria de interesse geral. Hoje, entretanto, não é mais assim.

Por quê? Não é porque o problema não exista mais. Deus e o seu povo são os mesmos, e a necessidade de salvação permanece tão séria quanto sempre foi. Mas nós ficamos distraídos pelo ritmo urgente da nossa cultura, preocupados com as coisas materiais que produzimos e possuímos, obcecados com o mito de que a ciência tomou o lugar do Cristianismo. Nós sabemos tantos fatos sobre o nosso mundo, acreditamos que somos a geração mais sábia da História, e portanto, não podemos nos curvar para aceitar a sabedoria dos nossos ancestrais. Assim, com todo o nosso conhecimento tecnológico e arrogância intelectual, nós nos tornamos os tolos mais espertos da história do mundo.

Extraído de Nerd Protestante

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Cristãos conservadores do Brasil, uni-vos!

Percebi que meu artigo publicado na Ultimato está cumprindo uma função bastante interessante na blogosfera e além: uma espécie de espanação geral do armário. Socialistas antes enrustidos se colocam de modo claro e conservadores até então tímidos resolvem expor sua indignação com os onipresentes e opressivos lugares-comuns socialistas.

Pois é, as tentativas de resposta a meu artigo na Ultimato têm sido reveladoras. Primeiro, salta à vista o mote geral “não sou de esquerda” (ou “não sou comunista”), pronunciado tão-somente como preâmbulo para a defesa de uma cosmovisão inegavelmente montada em cima de pressupostos esquerdistas. Segundo, é sempre impressionante constatar o uso do mecanismo do bode expiatório (Girard, again) em lugar de contra-argumentações (um bom exemplo: “se não dar [sic] para conciliar as idéias socialistas aos [sic!] princípios bíblicos, então o que dizer do capitalismo monstruoso que acumula fortunas em poucas mãos plutocratas enquanto dois terços da população mundial morre [siiiiiiic!] de fome nas raias da exclusão total?”): o capitalismo desculpa todos os erros do socialismo, inclusive o genocídio. Uau! Na mesma linha, perguntam desafiadoramente o que eu acho da Ku Klux Klan e dos cristãos alemães, demonstrando com isso quão longe chegou a demonização dos opositores do socialismo.

Como sou boazinha, deixo aqui explicitamente: não sou nazista, não sou a favor da KKK (a não ser para rir na internet), não sou entusiasta da ditadura militar, não sou contra os pobres nem indiferente à pobreza. Não acredito que o socialismo seja a solução para o problema da pobreza, a não ser que o objetivo seja empobrecer todo mundo logo de uma vez, material, mental e espiritualmente. Aí, o socialismo dá certo. A propriedade privada é bíblica, senão o Oitavo Mandamento não faria sentido algum. Não é “coisa de capitalista”. E, se você acha que a Bíblia defende o socialismo, um post excelente do Helder Nozima me poupou muito trabalho argumentativo e uma bronca do Roberto Vargas também dá conta do recado direitinho.

Alguns ficaram horrorizados porque eu disse que o conceito de “classe dominante” é vago. Tratei disso aqui.

E muitos reclamaram do meu uso de Girard. Pois é, Girard também foi cooptado pela esquerda, assim como Calvino e Kuyper. No entanto, minha alusão está perfeitamente correta. Só para constar, Girard coloca tanto o nazismo quanto o comunismo debaixo da mesma etiqueta: “totalitarismo”. A diferença? O comunismo seria um “totalitarismo da vítima”. Vejam o que ele declara:

Nazismo: "Os nazistas diziam: 'Vamos mudar a vocação do mundo ocidental, anular o ideal de um universo sem vítimas. Vamos fazer tantas vítimas que reinauguraremos o paganismo."

Comunismo: "Vivemos hoje em um mundo em que existem poderosos lobbies da vítima, em que só se pode mais perseguir ou exercer violência através de um discurso vitimário, de uma defesa das vítimas. O comunismo, por exemplo, na URSS, pretendia falar apenas em nome das vítimas, e fazia vítimas em nome das vítimas. O fracasso do comunismo soviético é um fracasso desse segundo totalitarismo que não chegou de modo nenhum ao fim. Penso que esse segundo totalitarismo irá reaparecer sob outras formas, e que já está reaparecendo, ainda está bem vivo. Como o terrorismo, que sempre fala em linguagem vitimária e exerce violência em nome da defesa das vítimas.

Politicamente correto: "É a religião da vítima, desprovida de toda transcendência, a obrigação social de empregar uma verdadeira 'língua de pau vitimária' que vem do cristianismo, mas que o subverte mais insidiosamente ainda que a oposição aberta."

Tá vendo? Queimou a língua quem reclamou do Girard no meu texto, né? Ah, mas se lessem meu blog saberiam! Falei disso muitas vezes: aqui, aqui, aqui, aqui.

Quanto aos conservadores que elogiaram minha coragem, penso o seguinte. Hoje em dia, é preciso menos coragem para declarar-se homossexual (e a recepção festiva ao novo gay assumido Ricky Martin não me deixa mentir) que para sair do armário do conservadorismo. Agora, tem muito líder cristão que também continua trancado no armário do socialismo, principalmente quando fala desse bicho esquisito que é a Missão Integral. E o pior é que muitas vezes fica lá não por falta de coragem (esquerda é mainstream, é chique), mas por ignorância ou desonestidade. Não pode! Se você, pastor, gosta de Marx, é contra a propriedade privada, acha que a igreja primitiva é um exemplo de distribuição de bens e usa Isaías 5.8 para defender o MST, faça um favor a suas ovelhas: diga claramente a elas que você é socialista. Porém, faça um favor ainda maior a suas ovelhas e a você mesmo: pare de confundir socialismo com Reino de Deus.

Por tudo isso, minha conclamação é: conservadores cristãos do Brasil, uni-vos! Todos para fora do armário, já! Vamos mostrar ao mundo do que é feita a cosmovisão calvinista e reformada de verdade.

Extraído de Norma Braga

terça-feira, 6 de abril de 2010

Teoria da conspiração

A liberdade religiosa e o respeito às crenças são argumentos valiosos demais para serem usados em defesa de ilegalidades e imoralidades praticadas por homens, para satisfazer ambições e desejos que nada têm de nobres ou espirituais

Dizer-se vítima de perseguição e de campanhas difamatórias movidas pela imprensa não resolve os problemas que afligem as religiões de tempos em tempos, devido a ações indefensáveis praticadas por seus integrantes. Mas é, ainda, a maneira recorrente como as religiões procuram responder a notícias desfavoráveis sobre elas, mesmo quando estas se apresentam amparadas em provas materiais, testemunhos e confissões.

A estratégia é nitidamente diversionista, e não esconde uma tentativa de fugir à responsabilidade, ao mesmo tempo em que se procura elevar os litígios da esfera criminal para outra, mais alta, que envolve o respeito aos direitos individuais e à liberdade religiosa. Fiéis que não leem jornais e tendem a acreditar cegamente em seus líderes são, dessa forma, levados a crer que tudo não passa de intriga, preservando-se em parte, ao menos, o respaldo público à instituição sob suspeita.

Foi assim quando os fundadores da Igreja Renascer em Cristo, Estevam e Sônia Hernandes, foram presos em Miami (EUA) por tentar entrar naquele país com dólares não declarados, em 2007. Pastores da igreja em todo o Brasil foram ao púlpito para acusar perseguição aos líderes da Renascer, que também respondiam a processos na Justiça brasileira. A igreja evangélica tem crescido de forma avassaladora. E, espiritualmente, existe uma resistência contra isso, disse na época a pastora Adriana Bernardo, de São Paulo, citada pelo portal de notícias cristãs Gospel+.

Esse mesmo tipo de argumentação foi utilizado mais recentemente em Sorocaba, quando a Guarda Municipal (GM) prestou serviços de escolta ao líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago Oliveira, a pedido de um ex-vereador. Em sua passagem pela Câmara, onde foi para tentar explicar o episódio, o secretário de Segurança Comunitária, José Milton da Costa, sem citar a base legal para o serviço oferecido (até porque ela não existe), leu uma nota atribuindo as queixas a preconceitos e intolerância de natureza religiosa.

Embora não oficialmente, mas pela voz de lideranças respeitadas pelos fiéis, também a Igreja Católica abraçou a teoria da conspiração, como resposta à avalancha mundial de denúncias de abusos sexuais praticados por padres e omissão de seus superiores na apuração e punição dos casos.

Há poucos dias, o jornal LOsservatore Romano, órgão oficial da Igreja Católica no Vaticano, afirmou em editorial que as reportagens publicadas pela imprensa internacional, sobre pedofilia e maus tratos praticados por padres, fazem parte de uma campanha difamatória para atingir a honra da Igreja e do papa Bento XVI. Na semana passada, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, referiu-se, em pronunciamento na TV, a duros e injustos ataques contra a Igreja e o Papa.

A declaração mais polêmica, entretanto, foi feita pelo cardeal Raniero Cantalamessa, durante a liturgia da Paixão de Cristo na Basílica de São Pedro. Na presença do Pontífice, o cardeal leu uma carta supostamente enviada por um amigo judeu, em que o ataque violento e direcionado contra a Igreja e o Papa foi comparado aos aspectos mais vergonhosos do antissemitismo. A tentativa de equiparar as denúncias contra padres pedófilos ao extermínio gratuito e injustificado de milhões de judeus causou compreensível indignação no mundo todo.

É lamentável que essa discussão, sobre a qual o próprio Papa já ensaiou uma atitude corretiva e conciliadora, tenha se desviado para esse tipo de alegação. A liberdade religiosa e o respeito às crenças são argumentos valiosos demais para serem usados em defesa de ilegalidades e imoralidades praticadas por homens, para satisfazer ambições e desejos que nada têm de nobres ou espirituais. Acusações devem ser respondidas com argumentos claros e objetivos. Atribuir as falhas apontadas a perseguições é uma forma pouco eficiente de encarar o problema, e não ajuda em nada no que realmente interessa: a prevenção de novos erros.

Fonte: Jornal Cruz do Sul  via Antena Cristã

Plano Nacional de Doutrinação


Rodrigo Constantino

“Eu nunca deixei a escola interferir na minha educação.” (Mark Twain)

Cerca de três mil pessoas reunidas na I Conferência Nacional de Educação (Conae), em Brasília, aprovaram proposta defendendo que “o Estado deve normatizar, controlar e fiscalizar todas as instituições de ensino sob os mesmos parâmetros e exigências aplicados no setor público”. A reivindicação deve ser incluída no Plano Nacional de Educação (PNE), documento com as principais políticas públicas educacionais dos próximos dez anos.

A idéia dos sindicalistas, professores e representantes de organizações “sociais” é interpretar legalmente a educação como um bem público, cuja oferta pela iniciativa privada deve se dar por meio de concessão. Na prática, trata-se de um controle ainda maior do Estado sobre a vida privada, ferindo inclusive a Constituição, que prevê a livre iniciativa no setor. Os empresários do setor seriam reféns do governo. Os sindicalistas acreditam que o foco na lucratividade afeta a qualidade do ensino. Talvez por isso o ensino público tenha qualidade tão excelente!

Quando a educação é uma concessão pública, surge um evidente problema: qual será a educação oficial do governo? Parece óbvio que este modelo irá incentivar todo tipo de disputa e briga entre grupos de interesse, cada um tentando vencer o “jogo democrático” para impor a sua visão de mundo. Deve a educação pública ter inclinação tradicional ou construtivista? Deve ela ter cunho religioso ou secular? Deve ela adotar a ideologia socialista ou liberal?

Quais matérias merecem maior destaque na grade curricular? A uniformização do ensino público irá limitar as alternativas através do domínio de certas características. O burocrata não conta com os incentivos adequados para satisfazer os consumidores, e toda burocracia acaba optando por regras uniformes para evitar transtornos.

Ao contrário disso, o livre mercado é notório por atender todo tipo de demanda. Quanto mais pública for a educação escolar, mais uniforme ela tende a ser, ofuscando as necessidades e desejos das minorias. Basta lembrar que jornais e revistas são um importante aspecto da educação, e existem todos os tipos de linha editorial nesse setor (não por acaso, essas mesmas pessoas que defendem maior controle estatal na educação querem o tal “controle social” da imprensa, censurando a liberdade de expressão). Abolindo a escola pública, o mesmo aconteceria na área de ensino escolar, com um mercado livre fornecendo enorme variedade para os clientes. Caveat Emptor!

A educação, como os demais bens, deve ser ofertada num ambiente de livre concorrência. Quanto menos intervenção estatal, melhor. Cabe aos consumidores decidir o que presta ou não, separar o joio do trigo. A mentalidade arrogante dos burocratas e sindicalistas é a verdadeira inimiga do progresso educacional. Imbuídos da crença de que somente eles sabem qual a melhor forma de educar o povo, eles desejam controlar nos mínimos detalhes a “qualidade” do ensino. Na prática, tudo aquilo que for contra a visão uniforme e medíocre dessa gente “politicamente correta” será visto como inadequado, ainda que exista demanda por parte dos pais. Quem sabe como educar melhor seus filhos: os próprios pais, ou os sindicalistas, políticos e membros de “movimentos sociais”?

Aceitar estas mudanças propostas no Conae significa aproximar o modelo educacional brasileiro do modelo cubano. Na ilha-presídio, feudo particular dos irmãos Castro, a “educação” é vista como bem público, e o Estado manda e desmanda no setor. Os inocentes úteis comemoram: acham que a educação cubana é excelente. Na verdade, existe apenas doutrinação ideológica, e as vítimas do comunismo precisam repetir como o regime é maravilhoso, ainda que os olhos mostrem uma realidade totalmente oposta. Os cubanos aprendem a ler, mas não são livres para escolher sua leitura. E, como disse Mário Quintana, o verdadeiro analfabeto é aquele que aprende a ler, mas não lê.

O ideal de um típico sindicalista é que todos sejam como ele, “educados” para repetir como o governo é fantástico e o livre mercado é um demônio. O maior risco, caso essa mentalidade autoritária e arrogante predomine, é seu filho ser “educado” para se tornar um desses sindicalistas, eleitor do PT. Já pensou numa coisa dessas?!

Extraído de Rodrigo Constantino

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O padrão de espiritualidade

O critério que define a medida de espiritualidade de uma pessoa ou de um grupo é o quanto existe de amor ao próximo nas suas atitudes.


Reflexão no texto do bom samaritano na Igreja Peniel B.A. em Contagem-MG em 04/04/10 pelo Pr Julio Soder.




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Extraído de Pr Julio Soder

domingo, 4 de abril de 2010

Coisas que os cristãos gostam

Jonathan Acuff é um humorista e autor cristão americano. Em 21 de março de 2008 ele criou um blog, que virou site depois. O objetivo era simples, fazer uma lista das coisas que os cristãos mais gostam de fazer e comentar sobre elas. O site convidava os visitantes a darem sugestões e assim foi aumentado a lista.
Depois de o blog receber 730 mil visitas desde a criação, a editora Zondervan resolveu publicar o material em formato de livro e audiolivro. Ele escolheu 120 "coisas" para a versão impressa, sendo 80 inéditas até então. São 208 páginas que incluem os comentários do autor e parte dos comentários do blog. No dia do lançamento do livro (1/04/2010) o blog já contava com 740 itens. Sua lista/livro inclui uma série de pregadores/autores famosos, filmes e músicas. Vários ítens não fazem sentido na nossa realidade, pois são característicos da cultura cristã americana. Mas Acuff também enumera coisas que vemos por aqui. Segue uma seleção retirada da lista dos 500 mais comentados disponível no site:
#1 - Tentar dar um ar cristão a idéias e produtos populares
#10 - Objetos de decoração cristãos de gosto duvidoso
#12 - Criar fórmulas para melhorar de vida em "X" passos
#14 - Tratar a Deus como seu namorado
#27 - Falar sobre cristãos famosos
#29 - Não dançar
#31 - Falar palavrão só de vez em quando
#34 - Sutilmente tentar descobrir se outros irmãos também bebem
#39 - Dar opinião sobre algo que não conhecemos
#53 - Dizer "Vou orar por você" e não orar
#64 - Ter medo que o arrebatamento venha antes de você casar
#65 - Colocar versículos na assinatura do seu email
#69 - Ter um lugar reservado na igreja
#80 - Resolver tudo com "mais oração"
#81 - Chamar fofoca de pedido de oração
#94 - Bíblias de estudo com diferentes especialidades
#101- Deixar qualquer um tocar no louvor
#105 - Desejar que seu testemunho de conversão fosse mais emocionante
#107 - Domingos
#116 - Dizer "vou orar sobre isso" como sinônimo para "não"
#121 - Achar que Deus vai lhe dar um chamado seguido de muitos detalhes
#134 - Usar a Bíblia para evangelizar pessoas que não acreditam na Bíblia
#149 - Boicotar coisas "anti-cristãs"
#150 - Dizer que está "esperando em Deus"
#158 - Não usar o nome da pessoa, chamá-lo apenas de "pastor"
#170 - Repassar emails com mensagens cristãs
#188 - Julgar a fé de alguém pelo número de versículos sublinhados em sua Bíblia
#206 - Mandar recados para o diabo
#225 - Transformar os diáconos em agentes secretos
#238 - Desejar que tivesse se divertido mais antes de se converter
#259 - Pensar que fé é um evento
#276 - Fazer coisas supersantas para Deus
#302 - Prosperidade
#303 - Doar coisas inúteis para a igreja
#317 - Dizer aos outros que o sermão do domingo foi direcicionado a eles
#335 - Comparar a vida cristã com Red Bull (te dá asas)
#347 - Usar fé como moeda para negociar com Deus
#362 - Filmes evangélicos, como "Desafiando os Gigantes"
#367 - Pedir dinheiro na igreja
#374 - Emoticons cristãos como "<)><".

#375 - Esquecer quem nós somos

#383 - Fazer ameaças cristãs por carta ou email

#393 - Colocar adesivos cristãos (como o do peixinho) na traseira do carro

#402 - Pensar que Deus está muito longe de nós

#405 - Dizer "a Bíblia" sempre que alguém pergunta qual o melhor livro que você já leu

#429 - Tratar Deus como uma máquina de fazer suco

#433 - Afirmar algo que Deus nunca disse em sua Palavra

#445 - Criar um "ambiente cristão" no seu escritório

#449 - Perguntar a si mesmo se só crer em Deus é o suficiente

#471 - Dormir no culto

#482 - Falar sobre o fim do mundo

#497 - Dar nomes bíblicos aos filhos

#500 - Fazer listas

Fonte: Stuff Christian Likes

Pra quem fala inglês é possível baixar o livro em formato de audio gratuitamente no mês de abril neste site http://christianaudio.com/free

Extraído de Livros só mudam pessoas

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Evangelho Experimentado

Algumas pessoas são teóricas; outras são práticas. As primeiras explicam os procedimentos, mas muitas vezes não conseguem fazer. As outras fazem, mas não conseguem teorizar a prática ou ensinar o que fazem.

Cristo não levantou teorias, não escreveu e fez discípulos vivendo entre todos os que de forma pratica viviam a vida.

Será que Jesus Cristo só sabia escrever no chão?

Cristo era a prática o Verbo (ação e exemplo), escrever seria a teoria de uma prática que questionaríamos hoje. Tudo que é expresso de maior ensinamento por Cristo é a prática do amor a Deus e amor ao próximo e isso e nada mais que isso é o suficiente para dar divindade ao Verbo que cumpriu todos os mandamentos escritos na pratica do amor. E isso serve de exemplo quando damos muito mais valor à peculiaridade normativa da letra que muitas vezes mal posta mata fazendo-a tomar lugar da prática do amor.

A prática do amor diário me faz crer no Cristo Ressuscitado. Crer na divindade e também muito na humanidade de Cristo que o tornou um exemplo possível de sucessão procedente Dele.

Sem a teoria escrita pelo próprio Cristo a comunidade cristã que se desenvolveu ao redor das lembranças que tinham de Jesus, e que surgiu em sociedades bem diferentes daquela da qual ele mesmo era parte, teve de construir novas interpretações a respeito de quem era e o que havia dito e feito Jesus.

Não creio que essa conseqüência tenha sido prejudicial, nunca fomos autômatos e tolhidos de fazer interpretações. O exemplo e a prática de Cristo sem a teoria escrita observada e somente seguida nos permitiram isso.

O infeliz contratempo do amanhã é que os homens se tornem autômatos.

Em um futuro próximo temo que nós não vamos mais pecar por que decoraremos a teoria escrita e nos apegaremos apenas a letra e a letra nos matará arrancando nossa alma e autarquia fazendo de nós autômatos.

Poderíamos tanto entender que pela “vida vivida" o pecado simplismente é conseqüência da de nossa negligência. Se entendessemos isso vivenciaríamos a experiência e necessidade de nossos próprios dias, nossas aflições e alegrias revertendo tudo em favor do próximo.
Se eu negligenciar o amor, o aprendizado, o convívio com as pessoas e ainda negligenciar o reconhecimento dos meus próprios defeitos a conseqüência será a super idealização do que é errado e do que agride o meu próximo.
Sendo que entendo que o pecado não brota de coisas que pré-determinaram como pecado, mas sim creio que o pecado brota na consciência de forma individual e transmitido num ciclo interpessoal.

A escrita é importante assim como as teorias debruçadas nela, mas evangelho é prática, é teoria sintetizada na graça, é aprofundamento de relações, é coragem para viver a vida, é suportar a injustiça do mundo de peito aberto e sem fuga.

A escrita tem valor quando somos cartas vivas de letras transcendentes da covardia, dos regulamentos, do julgo e de todo convencionalismo.

A escrita não deve ser regra de fato e sim interpretação, experimento imprimido pelos que sofreram as mesmas dúvidas, perseguições e medos no passado e que nós mesmos passamos , e que destas coisas pela Graça tiramos lições de como suportar o que nos aflige sem que isso seja uma fórmula básica, simplista e metricamente apropriada.

Contudo que a escrita sirva para nós não como um martelo pronto para afundar cabeças e contrair cérebros, mas que ela seja inspiração muito mais do que poética, muito mais do que sincrética, muito mais do que dogmática.

O evangelho é acima de tudo prática não normativa, legalista ou engessada. Simplesmente viver, visitar um amigo, rir, ir onde seu amigo precisa de você, amar, estar onde você precisa estar juntando o que foi espalhado.

Extraído de Lion of Zion